Pedro Maia

Pedro Maia

Summary

Eu sou O Pedro, sou licenciado em Eng. e Gestão Industrial pela Universidade de Aveiro, curso que escolhi por considerar que congregava duas áreas fundamentais para o sucesso na vida activa - conhecimentos de gestão e uma boa base científica.

Considero que, acima de tudo, a universidade dotou-me de capacidade de aprender, de resolver problemas e de analisar de forma crítica o que me rodeia.

Em 2004, porque entretanto a minha actividade profissional desenvolveu-se na área da gestão de marcas, fiz uma pós-gradução em Marketing, com especialização em Gestão e Comunicação da Marca.

Trabalhei numa média empresa (40 colaboradores) produtora de escadas e escadotes de alumínio, onde tive a oportunidade de desenvolver trabalho em diferentes áreas: desenvolvi uma metodologia (inspirada no Kaban) para gestão do processo produtivo, que a empresa ainda hoje utiliza (8 anos depois); desenvolvi uma aplicação de software (baseada em MsAccess) para gestão e acompanhamento de todo o processo de encomenda e produção; desenhei pequenas melhorias a nível produtivo - sistema de lubrificação automático para uma máquina, estruturas de apoio para a produção de um dos produtos da empresa; desenhei uma importante aplicação para gerir o carregamento de contentores. De uma forma geral, nesta empresa tive a oportunidade de desenvolver diversos trabalhos, com pouquíssimos recursos (financeiros e mesmo materiais), utilizando apenas algum software e espírito de grupo. Na minha opinião é isto que importa.

Trabalhei numa grande empresa (300 colaboradores) produtora de mobiliário em madeira. Esta empresa tinha um processo produtivo completamente vertical - produz pinhal, corta pinheiro, tem serração, estufas de secagem, corte, produção do mobiliário, pintura (envernizamento ou velatura), acabamento, montagem, transporte e lojas de venda ao público.

Nesta empresa desempenhei funções de apoio ao director de produção: edição e preparação de relatórios semanais de produção (tableau d'bord de produção); acompanhamento do processo de avaliação e compra de pinhal (não próprio), com o objectivo de tornar o processo mais automatizado e menos dependente da observação; desenvolvimento de uma metodologia de gestão do processo produtivo para a secção da serração, que permitiu reduzir a zero o recurso a horas extraordinárias, permitiu ganhar tempo para manutenção preventiva dos diferentes equipamentos produtivos e limpeza da serração, tudo isto garantindo qualidade e a produção exigida a jusante.

Depois destas duas óptimas experiências iniciei a minha aventura como dono, num projecto de serviços (que já tinha apresentado na Universidade), com uma complementariedade de loja de comércio de produtos de papelaria fina e loja de prendas.

O tal projecto de serviços (valeu-me um 18 na cadeira de Gestão Estratégica no 5.º ano) que se baseava na forte expansão das tecnologias de impressão digital foi, a muito custo e aos poucos ganhando alguma importância, embora sempre à sombra da papelaria fina e loja de prendas onde, e muito bem, obtinhamos bons resultados financeiros.

Por diversas razões, em 2004 abandonei a sociedade e avancei sózinho para o projecto AGITATO, com o objectivo de ajudar empresas e outras organizações, a melhorarem o seu desempenho na gestão da comunicação e gestão da marca, como se apresentam, como utilizam as novas tecnologias digitais que têm ao seu dispôr...

Este trabalho não é nada, mesmo nada, fácil, porque ainda existe muito o espírito da opinionite (os achos) sem conhecimentos profundos, baseada apenas na observação ou em meros gostos individuais.

Outro problema sério que enfrento é o facto de ainda se valorizar muito pouco o trabalho intelectual. Valoriza-se o que tem existência física, o que tem peso, o que ocupa espaço, mas não se valoriza o trabalho e as ideias ou soluções apresentadas por quem dispendeu várias horas em investigações, em busca de soluções, em formação e no desenvolvimento de uma ideia que se aplique a um determinado problema de um cliente.

É a história do ice-berg. Não é só o que se vê, é também o que está por baixo.

E depois, pensemos no seguinte: um comercial no fim do dia entregou 20 notas de encomenda e, obviamente, vai receber uma comissão por esse trabalho (para além do carro de serviço, do combustível, do almoço, da dormida, da segurança social e de um salário fixo). E quanto vai receber de comissão a empresa que renovou completamente a imagem da empresa, melhorou a forma como a empresa comunica, desenvolveu uma nova solução para o site da empresa?

No entanto e apesar das dificuldades, nestes últimos 4 anos, tive a oportunidade de trabalhar com algumas empresas muito interessantes - Metro do Porto, ANJE, Barbot, Academia Pedro Sousa, Portdance, Induquimica, UV Plast, Esmoriz GC, Gondexendex, Xylo-One, Greenrecycling...

Interest

Bem, aquilo de cima não é um sumário, mas...

Gosto muito de me questionar sobre o que me rodeia.

Gosto de ciência e considero que aprendo mais gestão a ler um livro de biologia que um livro de gestão.

Gosto muito de escrever. Se me derem espaço e estiver inspirado, escrevo, escrevo, escrevo...

Gosto de lêr. Tenho o raio de uma colecção de 8 anos da Executive Digest (li-as todas quando quiz saber muito de gestão, "teórica", mas gestão); sou assinante da National Geographic Portugal, desde o n.º 1 (lidas); leio a Marketeer, a Exame, li as revistas do Diogo Vasconcelos (Ideias & Negócios), não leio a revista do Franchising porque é para encher pneus, leio muitos blogues (essencialmente americanos - Seth Godin, Guy Kawasaky, Tom Peters, entre outros). E leio romances, leio ensaios (científicos, sociológicos, psicológicos e filosóficos) e leio o jornal. Uso óculos!

Escrevo o meu próprio blogue e vou escrever outros entretanto - http://opedro.agitato.com.pt

Sou sócio da ANJE e vou lá de vez enquando.

Fui jogador de voleibol durante mais de 10 anos no Esmoriz GC - www.esmorizgc.pt.

Gosto de natureza por isso preferia viver na cidade, apesar de viver num subúrbio.

Gosto muito de música e de cinema.

Gosto de caminhar e sentir a extraordinária força tranquila do Aceano Atlântico.

Como vivio sózinho tenho-me dedicado a cozinhar.